Comenda Templária

OPCTJ

Nossa Senhora do Pilar

Mosteiro da Serra do Pilar
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“Na Península Ibérica, a participação destas hordas de Cruzados no processo de Reconquista Cristã explica-se inicialmente pelo facto de, a caminho da Terra Santa, passarem, descendo o mar do Norte, pelas costas da Bretanha, da Gasconha, da Galiza e de Portugal, onde costumavam efectuar paragens para se abastecerem de água e de alimentos. Em inúmeras ocasiões, os reis portugueses acordaram com esses homens – a troco de avultadas recompensas – a prestação do auxílio na luta contra os Sarracenos aqui mesmo no ocidente da Península Ibérica. Assim, quando em 1140, segundo refere a Chronica Gothorum, ou Crónica dos Godos – como também ficou conhecida – o rei de Portugal, D. Afonso Henriques tentou conquistar Lisboa, fê-lo com o apoio de estrangeiros que tinham entrado na barra do Douro e aportado a Gaia. Após a feitura dum acordo entre as partes, aqueles homens vindos do Norte da Europa, entraram na barra do Tejo, pese embora essa primeira tentativa ter saído gorada, pois, somente em 1147, com o auxílio de Cruzados ingleses, franceses e alemães, foi possível tomar a cidade e a conquistar, aos dezasseis dias de Outubro desse ano após um longo e duro cerco. Lisboa tornou-se assim cristã, sendo esta uma das conquistas em que houve maior participação de Cruzados. Além do mais, a conquista de Lisboa tornava-se tanto mais importante porquanto aquela era uma das cidades mais poderosas que os muçulmanos detinham na zona ocidental da Península, um importante empório comercial e marítimo, cujas ligações se estendiam ao Norte de África e à Europa atlântica.”

Baeta, J. M. D. S. (2011). D. João Lourenço, mestre da Ordem de Cavalaria de Cristo e leal servidor do rei D. Dinis: o seu papel na estruturação da nova ordem militar dionisina (dissertação Doutoral).

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