Comenda Templária

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Comenda Santa Maria de Sintra

Durante a Reconquista Cristã, D. Afonso Henriques preparou com cuidado as investidas em Santarém e Lisboa. Na sua estratégia, o rei pediu auxílio externo, nomeadamente aos cavaleiros templários. Estes cavaleiros vieram do norte da Europa com a missão da Segunda Cruzada, rumo à Palestina. O reino em crescimento apresentava então uma baixa ocupação demográfica e na Idade Média, os exércitos não eram permanentes, mas sim constituídos por elementos recrutados em função das campanhas. De Coimbra partiu o exército do rei e de Soure os cavaleiros que ali se haviam instalado desde a sua doação por D. Teresa, em 1128. Após a toma de Santarém, a 15 de março de 1147, os cristãos entraram em Lisboa. Foi organizado um cerco a 1 de julho de 1147, que se prolongou por 4 meses. A cidade foi tomada aos mouros a 21 de outubro de 1147 e a 25 outubro o rei entra na cidade, em “solene procissão”.

A tomada de Lisboa levou à rendição dos castelos de Sintra, Palmela e Sesimbra. Almada encontrava-se dominada e assegurando uma forte presença em Santarém e Lisboa, o rei anexou outros castelos no Tejo e Zêzere. Todas estas movimentações ocorreram em clima de tréguas entre o D. Afonso Henriques e o Califa. O rei aproveitou ainda as divisões entre os reinos mouros, tendo assumido alguns compromissos com aqueles. Em agradecimento pela colaboração, foram doados ao Templários, entre outras propriedades, o castelo de Sintra (1151 ou 1152), em que destaca a Igreja de Santa Maria. 

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