Património Templário Nacional

Castelo Templário, Charola e Convento de Cristo de Tomar

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Conjunto arquitetónico situado no Município de Tomar, classificado como Património da Humanidade pela UNESCO em 1983. 

Erigido num ponto estratégico para a defesa do território e suporte no avanço da conquista para além da linha do Tejo, o Castelo Templário teve o seu início em 1160 pelo Mestre Templário D. Gualdim Pais. Na ala norte, e num nível mais elevado, encontrava-se o Paço dos Cavaleiros Templários, com dois polos: a nascente e na zona mais alta, a alcáçova, com a sua torre de menagem retangular de controlo, e a poente o templo religioso fortificado – a charola templária.

O castelo de Tomar possui planta poligonal irregular inserida num esporão rochoso, que coroa uma suave colina exposta a sul. Possui diversas torres e cubelos ao longo do extenso pano de muralha. Todo o perímetro externo dessa muralha era guarnecido por um alambor – estrutura em alvenaria de pedra que, simulando uma colina na base da muralha, dificultava a aproximação de máquinas de assalto, menagem e escaladas. A muralha, as torres, cubelos quadrangulares e semicirculares contêm seteiras retilíneas e ameias de corpo largo. As diversas soluções de arquitetura militar são sem dúvida originárias do Próximo Oriente, onde D. Gualdim Pais terá permanecido durante cinco anos, no âmbito das Cruzadas. A Charola terá sido construída ou terminada pouco depois da fortificação e evocaria o Santo Sepulcro e o Templo de Salomão.

Este castelo foi também sede da Ordem do Templo em Portugal. Em 1312, ao ser extinta por bula papal, a Ordem terá sido transformada em Ordem de Cristo por D. Dinis (1319), que absorveu os seus cavaleiros e muitos dos seus bens.

O castelo, entre a charola românica e a alcáçova, foi ocupado parcialmente pelo convento da Ordem de Cristo. Os paços mestrais ou henriquinos, bem como os dois claustros góticos remontam ao séc. XV. A Ordem de Cristo foi fulcral nos Descobrimentos, com o Infante D. Henrique, seu governador e administrador, que ali encontrou residência.

No século XVI, intervenções arquitetónicas e artísticas, sob a égide de D. Manuel I, transformaram a Charola em capela-mor de uma sumptuosa igreja. A almedina, no flanco sul, terá sido reservada ao convento mantendo, no entanto, a Porta do Sangue, antiga porta de entrada da fortaleza e palco de feroz escaramuça durante um cerco do Califa Almansor, em 1190. No extremo sudeste do castelo ergue-se a Torre da Rainha, poderosa torre templária de defesa, de planta quadrada. Foi mais tarde reformada por D. Catarina, esposa e depois viúva do monarca João III. A sudoeste destaca-se a Torre da Condessa, circular, remodelada já no século XIX, por Costa Cabral. Poderá tratar-se de uma antiga torre albarrã, contudo, esta caracterização não é unânime. 

Nos finais do séc. XVI terá sido iniciada a construção da casa do capítulo dos cavaleiros, hoje a casa do capítulo incompleta. Com D. João III surgirá a Grande Reforma do Convento, com diversos claustros e claustrins, desafogadas oficinas, cozinhas, latrinas, aposentos para os religiosos e tudo o mais que à época se poderia considerar moderno e funcional. De todas as edificações aqui presentes, destacam-se as prestações dos arquitetos Fernão Gonçalves, Diogo de Arruda, João de Castilho, Diogo de Torralva e Filipe de Terzi. 

Mais informação em:

UNESCO: https://whc.unesco.org/en/list/265/ 

DGPC: http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-mundial/portugal/convento-de-cristo-tomar/ 

Monumentos.gov: http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/SIPA.aspx?id=3390 
 http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=4718 

Município de Tomar: http://www.cm-tomar.pt/index.php/pt/visitar-2/convento-cristo#castelo-dos-templ%C3%A1rios

Convento de Cristo: http://www.conventocristo.gov.pt/pt/index.php  

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