Património Templário Nacional

Castelo, Muralhas e Igreja de Santa Maria da Alcáçova de Santarém

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Castelo

O castelo terá sido ocupado sucessivamente por fenícios, gregos, romanos, visigodos e árabes. Edificado no local onde se situava um castro proto-histórico de 1147, possui planta irregular com apontamentos românicos, góticos e maneiristas. O castelo é constituído pela alcáçova, muralha com sete portas, barbacã parcial e duas cercas na zona ribeirinha. Dos períodos românico e gótico subsistem ainda portas de acesso de vão em arco quebrado. D. Dinis efetuou uma reforma, nomeadamente na alcáçova. Os merlões eram rasgados por seteiras e reforçados por baluartes quadrangulares e semicirculares, bem como por torres de planta quadrangular. Os apontamentos maneiristas revelam-se no revelim triangular constituído por panos em talude, assim como numa guarita cupulada localizada no seu vértice. As muralhas e as portas foram sendo reparadas e alteradas no decorrer dos séculos. No reinado de D. Fernando I terá sido realizada uma ampliação do perímetro e reparação da alcáçova. No século XV, sofreram obras duas torres (uma delas, a Torre das Cabaças, atualmente um espaço museológico). No século seguinte e no século XIX foram reforçadas as muralhas, no decorrer das guerras da Restauração e guerras Liberais. 

Em 1837, o poder local terá decidido demolir parte das muralhas, de algumas portas de acesso e torres de reforço, a fim de possibilitar o alargamento das vias que conduziam ao seu interior. As alterações terão decorrido até cerca de 1964, altura em surgiu o Museu Distrital de Santarém. Em 2000 e no seguimento das violentas condições atmosféricas, uma parte das muralhas foi derrubada, estando a decorrer um projeto que visa o seu restauro.

Igreja de Santa Maria da Alcáçova 

Terá sido fundada em 1154, segundo a inscrição colocada sobre a porta principal, por iniciativa do mestre templário Hugo Martins e tido por construtor o frade Pedro Arnaldo, Comendador de Santarém. A construção ocorreu após a conquista de Santarém aos Mouros. Foi ainda capela do primeiro Paço Real de Santarém.

Uma tela na capela-mor, de Cyrillo Machado (século XIX), mostra D. Afonso Henriques a entregar o Eclesiástico de Santarém ao procurador dos Templários, como recompensa pela participação da Ordem na conquista de Santarém, em 1147. No entanto, tal ação veio a ser contestada pelo bispo de Lisboa, o que obrigou o rei a anular a doação em 1159.

Mais informação em:

DGPC: http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/72656/

http://patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/74127 

Monumentos.gov: http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3398

http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=1879 

Município de Santarém: O que Visitar – Município de Santarém (cm-santarem.pt)

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