Património Templário Nacional

Castelo e muralhas de Monsanto

Monsanto é conhecida como a “aldeia mais portuguesa de Portugal”, atribuição conferida pelo concurso promovido pelo Estado Novo, em 1938. O castro proto-histórico, onde situaria um castelo árabe do século X, terá sido doado pelo rei à Ordem do Templo em 1165. 

Ao castelo mandado reconstruir por D. Gualdim Pais, junta-se uma cerca com uma torre de menagem que terá sido edificada também pelos Templários até 1171. A povoação nunca foi tomada por mouros, tendo sido mesmo um local de grande importância estratégica para a defesa da fronteira leste do país. No entanto, na sequência de um litígio, em 1172, o castelo terá integrado a Ordem de Santiago, que por não ter tomado posse efetiva da fortaleza ou por ter defendido os interesses do reino de Leão durante conflitos frente aos Almóadas, altura em que Monsanto assumiu uma posição privilegiada de fronteira. Em 1174, numa altura em que o retrocesso territorial cristão se fazia sentir, Monsanto recebia o primeiro Foral por D. Afonso Henriques.

Monsanto e Idanha-a-Velha foram doados à Ordem dos Templários para que a milícia defendesse a defesa da capital do reino, Coimbra, por Sul e Leste. A fortificação por eles erguida não resistiu ao tempo, mas seria um castelo plenamente românico, com torre de menagem isolada no centro do recinto interior, como as fortalezas templárias de Tomar, Almourol e Pombal.

Duarte de Armas, no seu Livro das Fortalezas do início do século XVI, desenhou um castelo com quatro torres, sendo uma delas de menagem, central e mais alta. De todas, apenas a Torre Atalaia, ou Torre do Pião, se mantém, embora nem ruínas. Também as muralhas foram modificadas, não restando troços consideráveis da estrutura medieval, por motivo das guerras peninsulares do início do século XIX. Em 1813, foram demolidas cinco torres e construídas três novas baterias para proteção da entrada, e um baluarte paralelo à muralha. Anos depois, uma explosão do paiol do interior do castelo e o desabamento de um rochedo granítico arrastou parte da muralha, destruindo a fortaleza Templária.

De notar ainda naquele local, a igreja de Santa Maria, no interior, edifício barroco demasiado alterado; e a pequena Capela de S. Miguel, de nave única, um exemplo singular da arquitetura românica tardia. 

O castelo é uma das mais impressionantes estruturas militares da Beira Interior, cuja relevância militar não passou despercebida a sucessivos exércitos.

Mais informação em:

DGPC: http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/74233/ 

Monumentos.gov: http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3930 

Aldeias Históricas de Portugal: https://aldeiashistoricasdeportugal.com/en/aldeia/monsanto/ 

Município de Idanha-a-Nova: http://www.cm-idanhanova.pt/freguesias/monsanto.aspx 

http://www.cm-idanhanova.pt/turismo/aldeias-historicas.aspx

Castelo e muralhas de Monsanto

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