Património Templário Nacional

Castelo de Pombal

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O castelo terá sido doado no século XII à Ordem do Templo, fazendo parte do território doado aos Templários por D. Teresa, em 1128. D. Afonso Henriques terá incumbido a Ordem da defesa da capital do reino, Coimbra, a sul. Na realidade, inseria-se no conjunto de praças militares (Montemor, Soure, Penela, Germanelo, Miranda do Corvo e Arouce), destinadas a constituir a cintura defensiva do Mondego. Também se articulava com os castelos mais a sul, igualmente sob a alçada dos Templários, como Ceras, Tomar e Almourol, erguendo-se assim como uma atalaia sobre as principais vias de circulação do reino.

Só em 1156 teria tido início a sua construção em estilo românico, uma das primeiras iniciativas do mestre D. Gualdim Pais. A torre de menagem surgiu mais tarde, em 1171 e tem a particularidade de dispor de um alambor, estrutura defensiva introduzida no país pela Ordem do Templo.

Apresentaria então planta ovalada irregular, com uma configuração escudiforme, composta por muralha e dez torres, retangulares ou quadrangulares, a reforçar a longa frente retilínea, voltada a nascente, numa distância média de cerca de 10 metros, algo pouco comum e fazendo lembrar as fortalezas almorávidas. Teria, pelo menos, uma porta de acesso, rasgada num apertado pano de muralha, flanqueado por torres, à semelhança do que acontece no castelo de Tomar. Possuindo interiormente três pisos, o térreo é fechado e os restantes com pouca iluminação por seteiras retilíneas.

A fortificação foi objeto de reformas importantes, com inclusão de estruturas adaptadas à pólvora, se verifica uma primeira reformulação da edificação no reinado de D. Manuel: a barbacã parcial terá sido construída no século XIV ou XV e o paço interior em forma de U e uma cisterna e uma capela, no século XVI. Nessa altura e também por ordem de D. Manuel, a porta principal foi transferida para a frente noroeste, um pano de muralha mais aberto, voltado para a vila; estava encimada pelas armas do rei, como regedor e administrador da Ordem. Após a cedência da alcaidaria aos condes de Castelo Melhor, no séc. XVII, um dos alcaides coloca o brasão de família num dos vãos exteriores do paço.

Do lado exterior, na plataforma abaixo do monte onde se ergue o castelo, encontram-se as ruínas de uma segunda cortina, dotada de 3 torreões quadrangulares bem como o que resta de uma capela renascentista pertencente à desaparecida igreja de Santa Maria do Castelo.

O castelo foi perdendo importância na época moderna e a população concentrou-se no sopé. Atacado pelas tropas napoleónicas, foi parcialmente restaurado no século XX pela Direção Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais.

 Mais informação em:

DGPC: http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/71165

Monumentos.gov: http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/sipa.aspx?id=3279 

Município de Pombal: https://www.cm-pombal.pt/castelo-de-pombal/     

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